REVIEW: GOLD SMOKE - EXTREME CHERRY BOMB

A Extreme Cherry Bomb é o primeiro sabor da Gold Smoke da linha Extreme, a primeira do Brasil a ter a tecnologia das microcápsulas de sabor que procuram ampliar a experiência do narguileiro, buscando intensificar sabor e prolongar a longevidade da sessão.


As microcápsulas são feitas de componentes orgânicos extraídos de algas marinhas, que são amplamente exploradas na culinária, na indústria farmacêutica e na alimentícia. Fizemos uma matéria completa falando um pouco mais sobre essa tecnologia e você pode encontrá-la aqui.


Conforme o padrão do site, a review a seguir tentará ser o mais impessoal possível, seguindo os critérios de avaliação da essência de uma forma mais técnica avaliando a experiência em si, afinal, gosto é algo muito particular.


O estilo de corte da Gold Smoke nessa linha é de pequeno para médio, com folhas bem picotadas apesar de haver algumas outras maiores. Não foi notado a presença de galhos nas amostras que foram utilizadas nessa sessão. A essência possui um nível baixo de melaço, com aspecto mais oleoso e pouco denso, o que a torna úmida, mas sem causar grande sujeira durante o preparo.

Gold Smoke - Extreme Cherry Bomb


Em relação ao cheiro, a essência conseguiu ser muito assertiva frente a proposta. Há um aroma muito intenso de cereja que se assemelha e muito a cereja em calda, sem parecer artificial ou ser enjoativo. É possível sentir um leve mentol que dá a sensação de ser uma fruta gelada, quebrando o doce da essência e trazendo a refrescância que é parte da proposta da marca. Essências de cereja costumam ser mais difíceis de serem desenvolvidas por conta da facilidade com que se pode parecer artificial, e isso não se refletiu em nenhuma experiência com a essência.


Sobre o gosto, a essência acabou tendo uma pequena inversão. O gosto do mentol acabou se sobressaindo um pouco mais que o próprio gosto da cereja, tornando a essência gelada, com o sabor da cereja no retrogosto.


A essência ficou cozinhando por 5 minutos até atingir o pico de sabor e se manteve até praticamente os 28 minutos de sessão, quando foi perceptível um pouco da queda da intensidade, ficando com maior ênfase no mentol.


Durante o teste, foi notado uma pequena sensibilidade ao calor que me obrigou a retirar a terceira peça de carvão logo aos 12 minutos de sessão, dando a percepção que se mantivesse o carvão por mais tempo, poderia acabar prejudicando a sessão. Esse é um padrão comum no nosso mercado, mas que me chamou a atenção pela proposta de manter a intensidade da sessão.


O volume de fumaça decaiu um pouco com a retirada da terceira peça de carvão, e se manteve baixo durante quase toda a sessão, porém o gosto ainda sim se manteve praticamente intacto. A terceira peça retornou apenas aos 48 minutos, quando a sessão deu sinais que estava perdendo intensidade. E foi finalmente finalizada aos 55 minutos quando deu os primeiros indícios de queima do tabaco.


O sabor gelado se manteve praticamente durante toda a sessão, indo na contramão das essências do mercado que costumam perder o mentol durante os primeiros 30 minutos. E surpreendeu positivamente nesse aspecto, garantindo uma boa integridade ao sabor no retrogosto por bastante tempo.


Foram utilizados 20g de tabaco neste preparo, um pouco acima da média pois a intenção era testar sua longevidade. O preparo foi feito no rosh One Way da Yankee Hookah, de forma mais prensada, com as microcápsulas espalhadas ao longo do rosh.

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