REVIEW: ORO - CHOKKO MENTHA

A Oro é uma marca de tabacos que chegou ao mercado em Setembro de 2020. Ela chegou inicialmente apresentando 4 sabores de estreia, sendo eles: Mangerina, Special Frutty, Blue Mentha e Mentha Arvensis. Com a boa recepção do público, nos meses seguintes foram anunciados os sabores de Mix of Grapes e Acerola. A marca procurava sempre explorar as essências de cunho mais frutado ou mentolado.


Posteriormente, com a marca ganhando espaço no mercado, começou uma leva de experimentos de sabores diferenciados e ainda não vistos. A própria acerola era um sabor pouco explorado no universo do narguilé, e quando presente era sempre na mistura com alguma outra fruta.


Em um dos lançamentos da Oro, a proposta foi resgatar um sabor antigo e muito explorado nos primórdios da cultura do narguilé no país, o sabor chocomenta. E a Oro lançou a sua própria versão, a Chokko Mentha.


A Oro possui um tabaco de cor marrom e de corte médio, algo muito próximo do comum utilizado pelo mercado. O tabaco possui a presença de pequenos galhos, porém muito bem misturados ao longo do tabaco. Não interfere de nenhum modo a experiência, mas não pode ser considerado um tabaco de corte premium.


A essência possui um nível mediano de melaço, de aspecto mais oleoso e viscoso. O que acaba dando o aspecto de um tabaco "soado". Pela viscosidade do melaço, o tabaco acaba tendo um aspecto semelhante de pasta o que facilita muito durante o preparo do rosh. Sem preocupações com excessos ou queimas durante o processo de cozimento.



Em relação ao cheiro, foi realmente difícil de identificar algo que pudesse ser utilizado como base de comparação e descrição, pois o cheiro não é muito familiar ou comum. Não foi possível identificar nenhuma nota de chocolate, cacau ou coisa parecida. O cheiro é um pouco mais doce, e se eu pudesse assemelhá-lo a alguma coisa, eu diria um caramelo. Mas, um caramelo que ainda não chegou no ponto do preparo. É como se fosse cheiro de açúcar sendo cozido para o preparo de caramelo. Realmente longe da proposta em si.


O gosto é realmente muito similar ao cheiro. É algo levemente doce, nada muito intenso. A melhor maneira de descrever a sensação é açúcar sendo cozido e transformado em calda de caramelo, pois como o sabor da essência não é intenso e nem muito doce, parece que o processo de cozimento do caramelo ainda está acontecendo. A menta em si é quase imperceptível. Ela não gela e não refresca, ela apenas deixa uma leve sensação de frescor que permite que a essência não seja enjoativa.


O volume de fumaça foi médio, mas satisfatório.


A essência possui baixa resistência ao calor, visto que com 12 minutos de sessão, já foi perceptível uma mudança na intensidade da essência e foi preciso retirar a 3º peça de carvão. É uma essência que precisa ser preparada em roshs de cuba média e com tabaco mais prensado para obter mais presença de melaço e evitar que muito calor seja colocado na essência durante o processo de cozimento. Se não, é preciso estar atento para que ela não queime.


Em todas os testes que fiz com esta essência, tive uma queda brusca de performance aos 43 minutos. Foram três testes seguidos, os três chegaram nessa marca. Sempre preparados em roshs diferentes (Mono Hookah, Chams e Yankee Hookah). Por mais que a essência continuasse fazendo fumaça, o sabor que já não era tão intenso, teve uma queda para praticamente ausente, ainda que o carvão estivesse na metade da vida útil.


As avaliações de essência são extremamente pessoais e relativas de acordo com o paladar de cada um. Esta review tem por objetivo ser mais técnica e impessoal.


O setup utilizado nesta review:


- Narguilé: Sultan Miid

- Rosh: Yankee Hookah

- Alumínio: Stan Hookah

- Carvão: 3 peças Estork

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