TABACO COMUM VS. PREMIUM: ENTENDA A DIFERENÇA!

A diferença entre os tipos de tabaco é uma dúvida muito comum entre as pessoas, até porquê o preço de uma essência premium é relativamente maior que as das essências comuns, que também são conhecidas como "essências de entrada", e essa diferença de preço é justificada!


A qualidade de um tabaco é definida principalmente pela quantidade de nutrientes que a folha possui ao final de todo o processo de colheita, secagem e preparação. Existem dois quesitos principais que afetam diretamente essa quantidade de nutrientes, e elas são:


- O processo de secagem das folhas pós-colheita;

- Formato de corte que é feito nas extremidades da folha.


O primeiro é talvez o processo principal e crucial de toda a cadeia, pois, ele é o responsável pela maior qualidade do tabaco. O chamado tabaco comum possui um processo de secagem "forçado", ou seja, as folhas secam em estufas artificiais que podem levar de 3 à 4 dias. Isto ocorre para aumentar a rapidez do ciclo de produção, baratear o custo e levar de maneira mais rápida as folhas para a indústria manipular o tabaco e produzir o produto final (cigarro, charuto, essências, etc.)


O processo de secagem das essências premium é mais lenta e ocorre de forma natural. A folha fica armazenada em galpões e com bastante ventilação, justamente para que a água que existe no interior das folhas de tabaco, evapore naturalmente. Como este processo pode levar de 30 à 60 dias, é necessário grandes espaços por longos períodos de tempo, e isso tem um fator econômico significativo.


Segundo os agrônomos especialistas, cerca de 90% da folha de tabaco é feita de água, portanto, para que o tabaco chegue às industrias pronto para ser manipulado, essa água precisa ser extraída de uma maneira ou de outra. E quando forçamos esse processo, a planta perde junto uma quantidade grande de nutrientes que também são responsáveis pela cor da folha, aroma, textura e gosto.


Uma folha de tabaco comum é facilmente percebida pela sua coloração, que possui um tom mais amarelado se comparado com as folhas premium que possuem um tom mais puxado ao marrom.


Algumas marcas de essência inclusive colocam corantes na sua composição justamente para mascarar o uso de um tabaco de qualidade inferior e tornar a coloração padrão. Isso acontece principalmente em marcas que fazem mistura entre ambos os tipos de tabaco, os chamados blends.


O segundo processo que impacta nessa qualidade é o corte da folha. Como toda a cadeia de um tabaco comum já foi barateada, é natural que estes produtores utilizem a folha extraída por completo e não haja desperdícios. Em geral, essa mudança não é percebida de forma tão significativa, já que grande parte desse tabaco comum é destinado para a produção de cigarro.


O tabaco premium no entanto, costuma ser facilmente percebido, visto que essas folhas são destinadas principalmente à produção de charuto, e estes consumidores finais são bem mais exigentes que os fumantes tradicionais. Portanto, neste caso, as folhas são cortadas de forma que todas as extremidades sejam retiradas eliminando partes da folha que possuem menores teores de nutrientes, e consequentemente aromais mais agradáveis.


Sob o aspecto do narguilé são poucas as marcas que utilizem inteiramente de sua produção o tabaco comum, a grande maioria utiliza um processo intermediário a esses, ou utilizam blend de diferentes tipos de secagem e corte.


Por todos estes fatores que há uma grande variância do preço final de várias marcas. As marcas com essências de entrada por fazerem uso de uma matéria-prima mais barata e consequentemente, de qualidade inferior, conseguem colocar preços finais muito mais baixos se comparados com as marcas que usam apenas tabaco premium. Todos estes aspectos são refletidos na presença ou não de galhos, absorção da essência pelos poros, na resistência ao calor e no aroma final do tabaco.



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